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DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS

Atualizado: 2 de dez. de 2020


O laço vermelho (criado pela Visual Aids de New York em 1991) remete ao sangue e à paixão.

DATA: 01/12/2020 - 1º de Dezembro foi a data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Combate à Aids, com o objetivo de alertar toda a sociedade sobre esse vírus, o HIV (no Brasil, esta data é celebrada desde 1988).


HIV E AIDS

HIV (sigla em inglês para, Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que se espalha através de fluídos corporais (sangue, leite materno, sêmen ou secreção vaginal) e afeta, especificamente, as células do sistema imunológico (as células CD4 ou T). Sem o devido tratamento, o vírus atrapalha e destrói essas células de nosso sistema imune fazendo com que nosso corpo fique incapaz de lutar contra outras infecções e doenças. Quando isso acontece, a infecção pelo vírus HIV leva à AIDS (sigla em inglês para, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).


TRASMISSÃO DO HIV

O HIV geralmente é transmitido, via comportamento de risco, como: contato sexual desprotegido, transfusão de sangue não testado, compartilhamento de objetos perfuro cortantes (por exemplo, agulhas de seringas), não realização de pré-natal pelas gestantes (o HIV por ser transmitido na gravidez, no parto e na amamentação, entre mãe portadora e feto/filho).


ESTAGIOS DA INFECÇÃO POR HIV

O portador de HIV passa por 03 (três) Estágios (importante ressaltar que uma pessoa portadora de HIV pode transmitir o vírus em qualquer um desses estágios):

Infecção Aguda (Síndrome Retroviral Aguda (ARS, sigla em inglês) ou Infecção HIV Primária): Entre 2 e 4 semanas depois da infecção pelo vírus, a pessoa pode se sentir doente (como numa gripe), porém algumas pessoas podem não apresentar sintomas. Nesta fase o vírus se reproduz intensamente e afeta drasticamente o sistema imune, a chance transmissão é maior devido a quantidade de vírus no corpo do portador. O sistema imune se reestabelece (não como antes da infecção) e a quantidade de vírus diminui.

• Assintomática (Infecção HIV Assintomática ou HIV Crônica, Latência Clínica, Inatividade ou Dormência): O HIV ainda está ativo, mas se reproduz em níveis muito baixos, o portador pode não apresentar nenhum dos sintomas, ou nem ficar doente. Um portador sem tratamento chega ficar nesta etapa por cerca de 10 (dez) anos, mas em alguns portadores esta fase pode ser mais rápida. Do meio para o fim desse estágio, a quantidade de HIV começa aumentar, e o sistema imune começa a ser afetado, ficando fraco demais para proteger o corpo. O portador começa a apresentar sintomas da doença por conta disso.

É importante informar que os portadores que realizam a terapia antirretroviral (ART) podem viver nesta fase por décadas, o risco de transmissão do vírus diminui nessas pessoas, porém ainda existe.

• AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida): Nesta fase, o sistema imune fica seriamente comprometido e vulnerável as chamadas doenças oportunistas (infecções e cânceres relacionados), a expectativa de vida nesta fase é de 03 (três) anos a 01 (um) ano. Pessoas com AIDS precisam de tratamento médico para evitarem a morte, ele ajuda em todos os estágios da doença, e pode desacelerar ou prevenir a progressão de um estágio a outro.


COMO SABER SE TENHO HIV

Não há outro meio de descobrir se você é portador de HIV senão fazendo exames e testes periodicamente. Um portador não pode confiar apenas nos sistemas (que podem nem aparecer a princípio, e que são muito parecidos com os de outras doenças não tão graves). Mas, os recém infectados costumam apresentar os seguintes sintomas: Febre, Aumento dos Gânglios Linfáticos, Garganta Inflamada e Erupção Cutânea / Assadura. Durante esta fase inicial de sintomas, o HIV pode nem aparecer nos testes, mas este é um dos estágios mais contagiantes do vírus. Para obter informações sobre onde encontrar um teste de HIV, consulte o site <http://www.aids.gov.br/pt-br/acesso_a_informacao/servicos-de-saude> (Depto. de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde).


TRATAMENTO E CURA

Diferente dos demais vírus, nosso corpo nunca consegue se livrar do HIV, isso significa uma vez portador, sempre portador. Isso porque, atualmente, não existe uma cura efetiva e segura, para o HIV, apesar da intensa busca da comunidade científica. Até lá, o HIV pode ser controlado por meio de medicamentos, na chamada terapia antirretroviral ou ART, que é capaz de prolongar a vida dos portadores de HIV e diminuir as chances de transmissão. Antes do ART, em meados dos anos 90, o HIV levava a morte seus portadores em alguns anos, hoje, um portador pode ter a expectativa de vida igual a de um não portador. Portanto, é importante as pessoas façam testes de HIV regularmente e saibam desde cedo se são portadoras do vírus e, possam assim buscar cuidados e tratamento o mais rápido possível.


BRASIL E TRATAMENTO

O Brasil, em 1991, iniciou a compra de medicamentos ART para distribuição gratuita, já em 1993, começou a produção brasileira do coquetel que trata a Aids (AZT), em 1996, foi criada a lei sobre o direito do doente de receber o medicamento gratuitamente o que impulsionou a melhora da qualidade de vida dos portadores de HIV brasileiros (passo inicial para uma legislação brasileira atual que garante diversos direitos aos portadores de HIV), em 1999, em um novo avanço, o país já disponibilizava 15 (quinze) diferentes medicamentos para tratar a AIDS.


PREVENÇÃO

Atualmente, o termo utilizado é métodos de prevenção combinados, isto porque, avanços da Ciência, produziram novas alternativas de prevenção como ferramentas complementares contra o HIV. Como o próprio termo sugere, o uso dos métodos de prevenção, a seguir exemplificados deve ser feito de forma combinada, e de acordo com as possibilidades e escolhas de cada um, sem excluir ou sobrepor um método a outro. Seguem os métodos de prevenção (a maior parte deles disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde - SUS):

O uso de preservativo (tanto o masculino quanto o feminino) tem sido uma das formas de prevenção mais simples, eficazes e baratas desde a descoberta do HIV (no Brasil, eles são disponibilizados gratuitamente em toda rede pública de saúde, ligue para o Disque Saúde (136) e se informe);

O uso de gel lubrificante (à base de água) junto ao preservativo, ajuda na prevenção da transmissão via sexual do HIV, pois diminui o atrito e a possibilidade do aparecimento de micro lesões nas mucosas, que funcionam como porta de entrada para o vírus;

• Testagem Regular para o HIV (disponível gratuitamente no SUS);

• PEP, sigla para Profilaxia Pós-exposição, ou seja, utilização da medicação ART após qualquer situação em que exista o risco de contato com o vírus. O remédio age impedindo que o vírus se estabeleça no corpo, por isso a importância de se iniciar o tratamento o mais rápido possível, em até 72 horas após o contato, sendo mais eficaz se iniciado nas 02 (duas) primeiras horas após o contato. E o tratamento deve ser seguido por 28 dias;

• PrEP, sigla para Profilaxia Pré-exposição, ou seja, utilização prévia da medicação ART por não portadores de HIV, mas que se encontram em situação de contato de risco com o vírus (pessoas trans, gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, usuários de drogas e casais sorodiscordantes, ou seja, um parceiro portador e outro não). Com o medicamento já circulando no sangue, no momento do contato com o HIV, o vírus não consegue se instalar no corpo;

Observações quanto ao PEP e ao PrEP: 1) Se tratam de opções bastante eficazes, mas não reduzem a 0% (zero) a chance de transmissão ou infecção ao HIV; 2) Muitos usuários não realizam a profilaxia na forma e no tempo determinados, o que reduz sua eficácia; 3) Os especialistas alertam que o uso de preservativo é incontestavelmente indispensável;

• Realização de Pré-Natal por todas as mulheres gestantes, uma vez que o teste de HIV faz parte da série de exames realizados, ele ajuda as mães portadoras de HIV a evitar a transmissão vertical, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê na gravidez, no parto e na amamentação. O tratamento consiste em uso de medição, pela mãe e pelo bebê, e substituição do leite materno por outro tipo de alimentação;

• Os Programas de Redução de Danos para os Usuários de Substâncias Psicoativas (p. ex., álcool e outras drogas) que tem comportamento de risco para transmissão do HIV (ou seja, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfuro cortantes, falta de cuidado com a saúde em geral, etc.), são programas que tem como objetivo evitar ou diminuir estes comportamentos;

Tratamento a todos os portadores de HIV com a medição ART, que como dito anteriormente, reduz o risco de transmissão;


PRECONCEITO

O Dia 1º de Dezembro é um dia de conscientização, chamando atenção para o fato do HIV ainda não ter cura, e que a prevenção e o tratamento são vitais, num movimento de informação para Saúde.

Mas também num movimento de compaixão e solidariedade, na luta contra o preconceito ao portador de HIV, uma vez que o preconceito só atinge os seres humanos, já que o HIV não tem nenhum preconceito, ele infecta qualquer um, sem qualquer distinção seja ela de gênero, opção sexual, classe social ou raça. É importante ficar claro que o portador de HIV pode viver sua vida bem e plenamente, se relacionando com as outras pessoas, já que um aperto de mão ou um abraço não transmitem HIV.

Porem, mesmo diante desse quadro otimista, é preciso ter em mente que estamos falando de uma doença sem cura e que há uma redução da qualidade de vida de seus portadores, por isso devemos nos prevenir, não só do HIV, mas de todas as outras IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), como por exemplo, herpes genital, sífilis, gonorreia, tricomoníase, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C.


FONTES:

• Disponível em <https://unaids.org.br/informacoes-basicas/>, acesso em 01.dez.2020;

• Disponível em <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv>, acesso em 01.dez.2020;



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